Você pode ter bruxismo e nem saber: condição já afeta cerca de 40% dos brasileiros e pode ir muito além do ranger dos dentes
Especialista explica os sinais de alerta, os riscos para a saúde e as opções de tratamento. Nossa reportagem também vai acompanhar a evolução de um paciente durante o tratamento.
Muita gente acredita que o bruxismo é apenas o hábito de ranger os dentes durante o sono. Mas a realidade é bem diferente. A condição, que já afeta cerca de 40% da população brasileira, pode provocar uma série de consequências para a saúde e comprometer significativamente a qualidade de vida.

Além do desgaste dentário, o bruxismo pode causar dores na mandíbula, dores de cabeça frequentes, sensibilidade nos dentes e alterações na articulação temporomandibular (ATM). Estudos também investigam sua relação com problemas cardiovasculares, principalmente quando o quadro está associado ao estresse crônico e aos distúrbios do sono.

Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, o Portal Deyse Melo conversou com a Dra. Lilian Fuentes, dentista e membro master da Sociedade Internacional do Bruxismo, uma das referências em São Paulo no diagnóstico e tratamento da condição.
Segundo a especialista, o aumento dos casos está diretamente ligado ao estilo de vida moderno.
"O estresse, a ansiedade, a sobrecarga emocional e outros fatores psicossociais têm contribuído para o crescimento expressivo do número de pacientes nos consultórios."
Outro ponto importante é que o bruxismo pode atingir qualquer idade. Crianças, adolescentes, adultos e idosos podem desenvolver a condição, embora as manifestações e as causas variem de acordo com cada paciente.
Os primeiros sinais
Muitas pessoas convivem com o problema durante anos sem perceber.
Os principais sinais incluem:
dores na mandíbula ao acordar;
desgaste dos dentes;
estalos ao abrir ou fechar a boca;
sensibilidade dentária;
dores de cabeça frequentes, principalmente na região das têmporas.
Ao perceber esses sintomas, a recomendação é procurar um cirurgião-dentista capacitado para realizar uma avaliação clínica completa.
Como é feito o diagnóstico?
De acordo com a Dra. Lilian Fuentes, o diagnóstico não depende apenas da observação do desgaste dos dentes.O histórico do paciente, exames clínicos e avaliações complementares ajudam a identificar o tipo de bruxismo e definir o tratamento mais adequado. Cada caso exige uma abordagem individualizada.

O tratamento é personalizado
O tratamento pode incluir placas oclusais, acompanhamento odontológico, controle do estresse, mudanças de hábitos e, quando necessário, uma atuação conjunta com outros profissionais da saúde.
Nesta reportagem, nossa equipe também começou a acompanhar o tratamento de André Melo, paciente diagnosticado com bruxismo. Ao longo dos próximos meses, mostraremos sua evolução e como o acompanhamento especializado pode melhorar sua qualidade de vida.
Bruxismo tem cura?
Segundo a especialista, cada caso precisa ser avaliado individualmente. Embora nem sempre seja possível falar em cura definitiva, o tratamento adequado permite controlar os sintomas, proteger os dentes, reduzir as dores e devolver qualidade de vida ao paciente.
👉 Assista à reportagem completa em nosso canal no YouTube e acompanhe, nos próximos meses, a evolução do tratamento de André.




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